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“Só sei que fiz três gols”. A afirmação é direta. Foge aos detalhes mais minuciosos, porém basta para Juarez. Apesar de não se lembrar bem dos lances, o ex-atacante do Cruzeiro guarda fragmentos do dia 20 de outubro de 1973, quando a Raposa aplicou 14 a 0 sobre o Vasco, de Itapecerica da Serra-SP, naquela que segue a maior goleada da história da Copa São Paulo.
 
Assim como Juarez, Júlio César, ex-zagueiro do Cruzeiro também é econômico ao comentar sobre a façanha atingida pelos comandados do técnico Bijú. Mas o faz por outros motivos.
 
 “Até brincava com a turma. Falava que tinha jogado na maior goleada da história da Copinha, contra o Vasco, e parava por aí. Daí perguntavam: ‘Mas foi contra o Vasco da Gama?’. Aí eu falava que era o Vasco de São Paulo”, gargalha.
 
Para ambos, a memória chega a falhar, mas, com o tempo, a imagem de um time ofensivo, com atacantes habilidosos e velozes vem como estalo, dando luz às lembranças de um verdadeiro massacre.
 
“Era um time muito técnico, principalmente na frente. Jarbas, Juarez, Alexandre e Moacir eram jogadores de primeira linha. Muito rápidos e que faziam muitos gols. Jogavam um futebol bonito, técnico e vistoso”, recorda Juarez.
 
“Neste jogo, a gente estava treinando, porque o adversário não oferecia resistência nenhuma. Era linha contra defesa. O time deles até tinha organização, só não tinha futebol. O Vasco até não existe mais, mas pelo menos existe na nossa memória”, acrescenta.
 
Estádio Nicolau Alayon. Hoje, ela arranca risadas, mas, na época, o “ataque dos pernilongos” só foi combatido na base do fogo.
 
Após golear o Vasco-SP, a Raposa empatou com o Cruzeiro-RS e avançou à fase seguinte, quando foi eliminado. Ainda assim, a equipe azul evidenciou alguns bons valores em campo.
 
“Tinha muita facilidade de fazer gols. Desci para a Copinha um pouco rebelde, mas depois que você joga isso passa”, conta Juarez que, conforme lembra Júlio César, usufruía da categoria de um camisa 10 culto durante a Copinha.
 
Maiores goleadas da história da Copinha*
 
1973/74 – Cruzeiro 14 x 0 Vasco-SP
2010 – Santo André 14 x 0 Santana-AP
2000 – Juventus-SP 12 x 0 São Raimundo-AM
2007 – Internacional 12 x 0 Comerciário-AM
2008 – Nacional-AM 12 x 0 Ypiranga-AP
2014 – Vitória 12 x 0 Imagine-TO
2008 – Grêmio 12 x 1 Ypiranga-PE
2008 – Flamengo 11 x 1 Ypiranga-AP
 
“Alexandre era nosso doutor. Um cara culto pra caramba e inteligente, pensava sempre à frente. Eu e ele que colocávamos todo mundo para estudar. Um canhoto de alta qualidade”, relembra Júlio.
 
Além da goleada histórica e dos bons jogadores, a Copinha de 1973/1974 deixou como herança o olhar vanguardista do técnico Bijú, reconhecido como um grande estudioso do esporte.



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