Melhores da Base

Notícias |

Especial | 00/00/0000 às 00:00:00

Inauguração do Morumbi em 1960

Venceu o Sporting Clube

    banner


“Eram exatamente sete horas quando o cidadão Clemente Gonçalves, de São Mateus, chegou ao Estádio do Morumbi. Era a primeira pessoa a ingressar na praça de esportes em seu dia histórico”. Por volta do meio-dia daquele 2 de outubro de 1960, as dependências do Estádio Cícero Pompeu de Toledo já estavam tomadas de gente – tanto ter sido necessário o fechamento dos portões de alguns setores antes mesmo do início do evento inaugural,417 às 14 horas, com a benção realizada por Dom Carlos Carmelo de Vasconcelo Motta, Arcebispo de São Paulo. Pouco depois, entraram em campo, então, os atletas, que subiram as escadas da saída dos vestiários rompendo os grandes distintivos de papel do São Paulo que haviam sido colocados sobre as bocas dos túneis. O goleiro Poy foi o primeiro são-paulino a pisar no gramado. Os tricolores empunhavam a bandeira do Brasil, e os jogadores do Sporting adentraram ao gramado com a bandeira portuguesa.

Já alinhados à frente das cabines de rádio e TV, os jogadores trocaram cumprimentos e flâmulas. Os são-paulinos foram agraciados pelos jogadores do time luso, também, com uma garrafa de vinho de Porto, um melão, e um porção de castanhas, cada um.418
Na sequência, as autoridades se posicionaram ao centro do estádio, à margem do campo, para a cerimônia de hasteamento das bandeiras carregadas pelos jogadores. A do Brasil foi elevada pelo governador de São Paulo, Carlos Alberto de Carvalho Pinto, e a de Portugal, içada pelo presidente do Sporting, Guilherme Medeiro. Também foram hasteados o pavilhão do Estado de São Paulo, por Mendonça Falcão; e, por último, o do Tricolor, manuseado pelo presidente tricolor Laudo Natel e pelo diretor Manoel Raymundo419, no momento em que os “ases de rodas” adentravam à pista de atletismo trajados com os uniformes dos clubes da primeira divisão da FPF.
Foram executados, pela banda da Força Pública do Estado de São Paulo, os hinos nacionais brasileiro e português.417 Consta também que, em algum momento, a música “Paris Belfort” (Hino 9 de Julho, a marcha não oficial do Constitucionalismo de 1932) foi performada por solicitação do presidente da FPF.416 Estavam ali presentes, além do já mencionado governador Carvalho Pinto, o vice-governador Porphyrio da Paz, o prefeito de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros, o presidente da Federação Paulista e deputado João Mendonça Falcão, dentre outras personalidades e políticos. A ausência sentida, contudo, foi a do presidente da República, Juscelino Kubitschek, que despachara o deputado Cunha Bueno como seu representante oficial.420 A solenidade prosseguiu ao soarem os clarins que deram o “toque de silêncio” em homenagem
póstuma ao idealizador e grande responsável pela construção daquele que ainda seria maior estádio particular do mundo, em anos vindouros, o saudoso presidente Cícero Pompeu de Toledo, que nunca chegou a ver sua maior façanha concluída...

A FICHA DO JOGO
02.10.1960. 
Taça Sporting Club de Portugal São Paulo (SP), Estádio: Cícero Pompeu de Toledo - Morumbi

São Paulo 1x0 Sporting Club de Portugal 
 
São Paulo
1 Poy 2 Ademar 3 Gildésio 4 Riberto 5 Fernando Satyro 6 Victor. 7 Peixinho 8 Jonas (Paulo Lumumba / Cláudio Garcia) 9 Gino Orlando 10 Gonçalo e 11 Canhoteiro (Roberto Frojuello). Técnico: Flávio Costa
 
Sporting
Aníbal, Lino, Morato, Hilário, Mendes, Júlio, Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diogo (Géo) e Seminário. Técnico: Alfredo González 
 
Gol: Peixinho, 12’ do 1º tempo Árbitro: Olten Ayres de Abreu Renda: Cr$ 7.868.400,00 Público: 56.448 pagantes; 64.748 presentes
 



« voltar




Giro da base


DESTAQUES

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSOS INFORMATIVOS


MELHORES DA BASE © 2015 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS